Milão oito tendencias!________________________________________________________
1 - Gente é pra
brilhar
Seja com aplicações de metal,
cristais e paetês ou o próprio tecido, o brilho é recorrente de
Armani a Versace, passando por Cavalli e Prada, além de várias
outras grifes. Talvez uma resposta à coleção de inverno, sóbria em
demasia, devido à crise detonada um ano atrás. E como disse Giorgio
Armani numa recente entrevista: depois de dias difíceis, as pessoas
querem glamour. E tem coisa melhor do que brilho para traduzir esse
sentimento? Pode aparecer na peça inteira ou em detalhes: barras,
aplicações, cintos etc.
2 - Paleta
ampla
Vivas, intensas e vibrantes. Azul,
rosa, verde, amarelo, coral, abóbora, violáceos, vermelho e tons
fluo. As cores fortes vêm misturadas num mesmo look ou em produções
inteiras. Mas não estão sozinhas na paleta dos estilistas. O preto,
o cinza e o branco também dividem espaço com o nude (o novo básico
das araras, que dominou o desfile da D&G, junto com o jeans) e
com as demais gamas de beges, off-white, marrom e verde-oliva (Max
Mara trouxe todas essas). Gucci, por exemplo, usou preto, cinza e
branco. Armani apostou no azul e no rosa, Versace, do verde ao
amarelo, azuis, coral, rosa etc. Sim, as cores acesas entraram na
maioria das grifes.
3 - Do outro
lado
As transparências passaram pela maioria
das passarelas. E vêm em vestidos longos, curtos, em partes das
roupas, em locais estratégicos, sobre outras peças ou sem nada por
baixo. E aí entra a parte adaptável. Um detalhe transparente, sem
parecer vulgar não faz mal para ninguém. Neste quesito, podem
entrar até rendas, neoprene cortada a laser, redes, crochês e
plástico.
4 - O curto, muito
curto
A crítica de moda Suzi Menkes, do
Herald Tribune, que pertence ao grupo The New York Times,
criticou Armani por ter feito vestidos curtos, "ideais para as
festas promovidas por Berlusconi". Armani criou até vestidos de
noite curtos e para serem usados com calçados baixos. Mas não foi
só Armani que encurtou a roupa (o que, aliás, já foi feito há quase
50 anos, primeiro por Courrèges e depois difundido por Mary Quant).
Praticamente não houve exceção. O curto parece ser a bola da vez no
verão. Se seu corpo, suas pernas ou sua idade não permitirem, não
se preocupe. Além do curto, comprido e pelos joelhos também
desfilaram.
5-Por cima e por
baixo
Jogos de sobreposições valem para o
verão europeu. Tecidos leves com mais pesados, como fez Cavalli;
pantalonas com túnicas, ou vestidos compridos com blusas mais
curtas, como visto em Missoni; faixas amarradas em várias direções
e jaquetas curtas, com blusinhas mais compridas, usadas com saias
ou calças, formando uma espécie de cascata de comprimentos.
6 - Natureza e
abstração
Os desfiles brasileiros de verão
trouxeram muitas estampas botânicas: folhas, florzinhas, florzonas
etc. Por aqui também, como foi visto nas exageradas e exuberantes
flores de Dolce & Gabbana, em fundo vermelho, e nas frutas de
Moschino. Florzinhas delicadas passaram por Cavalli e no setentista
Etro. Mas misturas de cores na mesma peça formavam jogos
geométricos, além de estampas abstratas, de poás, como em Emporio
Armani, e xadrezes aqui e ali.
7 - Arquitetura em construção (ou
destruição)
Peças com estruturas duras e
quadradas estão saindo de cena para entrar um trabalho
arquitetônico mais molinho, mais orgânico, mais redondinho. Saias
tulipas, shorts e saias blommer (bem arredondado no quadril),
calças com os quadris larguinhos e pernas confortáveis (jodhpur,
harem, cenoura), com cavalo mais baixo continuam. Mas o que vale
mesmo são as amarrações, os plissados, os pregueados, os drapeados
e os babados. Com esses recursos, os estilistas criam verdadeiras
esculturas de tecidos para as mulheres do fim da primeira década do
século 21. Madame Vionet, rainha dos drapeados nos anos 1930,
continua a fazer escola. Mas atenção: nada rígido. É preciso ter
muito movimento e liberdade.
8 - Must-have
Sabe aqueles dias mais frios, que costumam aparecer vez por outra
no verão? Uma frente fria, uma viagem para fora, um ambiente
resfriado artificialmente. Pois bem, para essas horas entram até
trench-coat (Max Mara fez, assim como Cavalli), mas não dá para não
ter no guarda-roupa uma jaqueta seca, curta e com corte dos deuses.
Podem ter enfeites brilhantes, podem vir no tom fluo, como visto em
Versace, pode ser de jeans ou couro leve, não importa, é o
principal coringa da estação.




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